Nem estardalhaço, nem apatia, o equilíbrio deve basear o comportamento dos espíritas, diante da exposição crescente em veículos de comunicação de massa, notadamente, grandes redes de TV.
Há poucos dias atrás, a Rede Globo exibe Divaldo Franco, ao vivo, junto com a estrela Ana Maria Braga. O SBT transmite uma reportagem sobre a vida de Chico Xavier, enaltecendo o trabalho desenvolvido pelo médium mineiro.
Conforme informações de estudiosos e órgãos especializados, o público espírita possui o mais alto nível de leitura, enquanto a literatura espírita cresce em números todos os anos. Como resultado, empresas lançam títulos (livros, filmes etc) visando ingressar nesce mercado cada vez mais lucrativo.
A crescente exposição, acompanhada de um também crescente interesse da população exige cuidados com relação ao tipo de mensagem que está sendo veiculada. Com a chegada de pessoas anteriormente não participantes do círculo de estudos, é necessário que os espíritas já praticantes e estudiosos, ofereçam uma visão clara e sem preconceitos sobre os ensinamentos doutrinários. Deve-se evitar misturas que desvirtuam o Espiritismo, assim como as atitudes de preconceitos, rejeitando-se fatos e idéias novas que aparecem, supostamente em defesa da obra kardequiana. A tão falada "pureza doutrinária" não pode se tornar curral ideológico, sob o risco de transformar o Espiritismo em mais teia dogmática.
A "pedra de toque" é Kardec, como já dizia Herculano Pires. A partir do seu método todas as informações devem ser observadas.
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